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Formação

Curso de Mediação Judicial

Formação teórica e prática para quem quer atuar na facilitação do diálogo em conflitos com relação continuada.

Resposta direta

A Mediação Judicial é um método consensual conduzido no âmbito do Poder Judiciário em que um terceiro imparcial facilita o diálogo entre as partes para que elas próprias construam a solução do conflito. A formação de mediador judicial combina etapa teórica e etapa prática com estágio supervisionado.

O que é Mediação Judicial

Na Mediação Judicial, o mediador não decide, não julga e não propõe a solução como se fosse um árbitro. Ele conduz um processo estruturado de comunicação para que as partes compreendam interesses, necessidades e possibilidades, e decidam por si mesmas.

É especialmente indicada quando existe relação continuada entre as partes — família, vizinhança, sociedade empresária, contratos de longa duração —, porque preserva o vínculo além do acordo pontual.

Qual é o papel do mediador judicial

  • Garantir imparcialidade, confidencialidade e voluntariedade ao longo de todo o procedimento.
  • Organizar o processo: abertura, coleta de informações, agenda de temas, opções e encaminhamento.
  • Usar técnicas de escuta ativa, parafraseamento, resumo, perguntas e teste de realidade.
  • Ajudar as partes a distinguir posições declaradas de interesses reais.
  • Registrar o resultado com clareza quando houver consenso, respeitando os requisitos do procedimento.

Como é a formação na Centromediar

Etapa teórica

Fundamentos dos métodos consensuais, marco normativo, princípios, ética, técnicas de comunicação, condução de sessões, redação de termos e limites de atuação.

Etapa prática e estágio supervisionado

Aplicação supervisionada do que foi estudado, com registro documental, relatórios e devolutiva da equipe pedagógica. A etapa prática é parte dos requisitos previstos para a conclusão da formação judicial.

Supervisão humana

Supervisões, avaliação de relatórios e decisões acadêmicas são sempre conduzidas por pessoas da equipe pedagógica. Recursos digitais apoiam o dia a dia do aluno, mas não substituem a supervisão.

Competências desenvolvidas

  • Escuta ativa e leitura de contexto emocional sem perder a imparcialidade.
  • Condução de sessões conjuntas e sessões individuais.
  • Gestão de impasses e de assimetria entre as partes.
  • Clareza na redação do termo e no registro do procedimento.
  • Postura ética diante de conflitos de interesse.

Requisitos e limites

Os requisitos para cadastro e atuação podem variar conforme o tribunal e a localidade. Alunos interessados em atuar fora de São Paulo devem observar também as regras do NUPEMEC do respectivo Tribunal.

A conclusão da formação não garante nomeação, credenciamento, remuneração ou contratação. A Centromediar é instituição formadora habilitada junto ao TJSP e estrutura sua formação conforme a Resolução CNJ nº 125/2010 e diretrizes aplicáveis.

Próximos passos

  1. 1Verifique os requisitos aplicáveis ao tribunal em que pretende atuar.
  2. 2Compare Mediação Judicial, Conciliação Judicial e Mediação Extrajudicial.
  3. 3Entenda como funciona o estágio supervisionado.
  4. 4Escolha o plano compatível com o seu momento e fale com um orientador.

Conteúdo produzido pela equipe da Centromediar. Instituição formadora habilitada junto ao TJSP. Atualizado em 19/08/2026.

Fontes oficiais

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