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Etapa prática

Como funciona o estágio supervisionado em Mediação e Conciliação

A etapa prática é onde a técnica encontra a realidade. Veja como ela é organizada, supervisionada e avaliada.

Resposta direta

O estágio supervisionado é a etapa prática da formação em Mediação e Conciliação Judicial. Nele, o aluno acompanha e participa de atividades reais sob supervisão, registra o que observou em relatórios e recebe avaliação da equipe pedagógica antes de concluir a formação.

Para que serve a etapa prática

A teoria explica princípios, técnicas e limites. A prática mostra o que acontece quando alguém chega tenso, quando uma parte fala mais que a outra, quando o acordo parece próximo e trava. O estágio existe para que essa transição aconteça com acompanhamento, e não por tentativa e erro.

Supervisão humana

As supervisões são conduzidas por profissionais da equipe pedagógica. Elas incluem orientação prévia, acompanhamento das atividades e devolutiva sobre postura, técnica e registro. Recursos digitais apoiam prazos e dúvidas operacionais, mas não substituem supervisão, avaliação ou decisão acadêmica.

Relatórios e o que avaliamos

O relatório não é uma formalidade burocrática: é o instrumento pelo qual o supervisor entende como o aluno leu a sessão.

  • Descrição objetiva do que ocorreu, sem juízo de valor sobre as partes.
  • Identificação das técnicas observadas ou aplicadas e do efeito produzido.
  • Percepção de imparcialidade, confidencialidade e voluntariedade no procedimento.
  • Dificuldades encontradas e o que faria diferente.
  • Cuidado com dados sensíveis e sigilo.

Organização documental

  • Controle de carga horária e de atividades realizadas.
  • Comprovações exigidas pela instituição e, quando aplicável, pelo tribunal.
  • Entrega dos relatórios dentro dos prazos combinados.
  • Guarda organizada dos documentos para eventual comprovação futura.

CEJUSCs e formato das atividades

Boa parte das atividades práticas em contexto judicial ocorre nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs). Dependendo do tribunal e do momento, as atividades podem ser presenciais ou por videoconferência. As regras de acesso, agenda e formato são definidas pelo tribunal e pelo respectivo NUPEMEC.

Formação não é credenciamento

Concluir a formação, incluindo a etapa prática, é diferente de estar cadastrado e credenciado para atuar. O cadastro depende das normas do tribunal competente e de procedimentos próprios. A conclusão da formação não garante nomeação, credenciamento, remuneração ou contratação.

Responsabilidades do aluno

  1. 1Cumprir a etapa teórica antes de iniciar as atividades práticas previstas.
  2. 2Respeitar sigilo, imparcialidade e conduta ética em todas as atividades.
  3. 3Comparecer nas datas confirmadas e comunicar impedimentos com antecedência.
  4. 4Entregar relatórios completos e no prazo.
  5. 5Observar as regras do tribunal e do NUPEMEC da sua localidade.

Conteúdo produzido pela equipe da Centromediar. Instituição formadora habilitada junto ao TJSP. Atualizado em 19/08/2026.

Fontes oficiais

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